2012-01-17

Indignu, "Fetus in Fetu" (é preciso ouvir para sentir)

"Fetus in Fetu" deixa-nos felizes. E deixa-nos felizes porque é um disco absorvente. Porque é a expressão de um crescimento dos Indignu enquanto banda absolutamente assombroso; técnica e esteticamente.
A navegarem num espectro semelhante ao dos Linda Martini, o post-rock dos Indignu ganhou asas e esvoaça agora sobre nós com outra personalidade, preparado para se fazer ouvir. E não é exagero. “Fetus in Fetu” é para se ouvir; serve bem para colorir com sons e palavras o quadro do novo rock alternativo nacional. E porque é preciso dizê-lo, é com coragem que os barcelenses Indignu se voltam a afirmar com a língua portuguesa como veículo de expressão; como veio de comunicação com o mundo. E fazem-no com verdade. E não são apenas as “Duzentas promessas para um mundo melhor” de Valter Hugo Mãe na voz de Nuno Rancho, há muito mais a descobrir. Mais música do que palavras, é verdade, mas há muito mais a descobrir.
"Fetus in Fetu" é um disco cativante e Afonso Dorido (guitarra e voz), Jimmy (guitarra, voz e xilofone), Mateus (baixo e piano) e Ketas (bateria) estão de parabéns. Não é ainda o fim da linha, em todo o caso, é já muito mais do que um mero apeadeiro. É preciso ouvir para sentir.

Faço minhas as palavras de Rui Dinis neste artigo d' A Trompa - A música dos portugueses (link).
Abaixo, duas das músicas que mais me cativam no "Fetus in Fetu".

"Duzentas Promessas Para um Mundo Melhor"


"Carruagem dos Magistrados".

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